sobre artistas que escrevem código e artistas que não escrevem
29 de julho de 2010 @ 16:43

através do projeto microcodes de Pall Thayer acabei encontrando esse artigo que vai direto ao ponto “On artists that write code and artists that do not”.

vale ressaltar:

Artists who produce netart but rely on collaborators to write code for them, will naturally produce different types of work. The code is not their medium and therefore doesn’t “define and guide the creative process”.
Something else does. This does not produce a qualitative difference, just a difference.
This is why it “matters” whether an artist writes code or not.

se seguirmos pela visão de Marshall McLuhan, a mídia é o meio, o meio é a mensagem. para artistas que produzem código (e aí o termo “artista” é algo que pode ser substituído por outros adjetivos) seu meio é o código. sua mensagem é o código. negando a experimentação com código acaba por modificar o próprio processo criativo. práticas de live coding tentam facilitar o acesso a esse processo.

o código deve ser visualizado, experimentado, aberto. o código é o meio. o código é a mensagem.

Microcodes – Pall Thayer
@ 16:03

Microcodes – Pall Thayer.

Ateliê Livre no FISL11
20 de julho de 2010 @ 00:05

durante a edição deste ano do Fórum Internacional de Software Livre estaremos colaborando com o Ateliê Livre. segue na íntegra o texto de divulgação (e a bela logo feita pelo amigo Nerdson) e fica aqui o agradecimento a todos os amigos que estão tornando esses espaços de compartilhamento cada vez mais comuns.

e se você estiver pelo FISL, não deixe de passar por lá e ficar!

Apresentação

O Atelier Livre é uma iniciativa que tem como inspiração a metareciclagem, as olimpíadas de robótica livre, a arte&tecnologia, a prototipação, o remix, a cultura hacker e, é claro, o software livre.

Pensamos na tecnologia como algo a ser explorado e desmistificado, onde todos possam entendê-la o suficiente para criar seus próprios artefatos. Há décadas especialistas tem nos feito acreditar que a tecnologia é como uma caixa preta e buscamos reverter esse quadro.

Atelier Livre tem por objetivo ser um espaço para reunir as tribos da cultura digital livre, realizando hacking de cacarecos, culto à gambiarra, jams, improvisação, oficinagem. Arte +- tecnologia. É um espaço para as pessoas se encontrarem e criarem coisas, produzirem músicas, vídeos, teatro, performances. Vamos trocar experiências, fazer algumas coisas juntos, eu proponho isso e você aquilo, a gente coloca na roda e compartilha.

Bricolagem e Andróides com Defeito de Fabricação

Tecnologia, arte e política são esferas da atividade humana com um grande potencial de se influenciarem reciprocamente, mas tipicamente tanto o meio acadêmico quanto o corporativo dificultam esta aproximação.

Quando a fronteira entre tecnologia, arte e política passa a ficar borrada, temos um efeito muito interessante, uma outra forma de produção técnica bastante diferente da engenharia. É a bricolagem. O Do It Yourself.

A bricolagem está relacionado à modos diferenciados de produção, baseados no improviso e na utilização criativa dos recursos que estão disponíveis. Ela pode ser vista como o oposto da produção em massa iniciada pelo capitalismo, onde o que prevalece é a padronização.

Fomos programados para o trabalho, para a padronização, mas como já disse Tom Zé, somos andróides com defeitos de fabricação: estamos revelando alguns “defeitos” inatos, como criar, pensar, dançar, sonhar; defeitos muito perigosos para o Patrão Primeiro Mundo.

Como Participar

O Atelier Livre é de livre acesso ao público do FISL11. Não há necessidade de inscrições. Basta juntar-se a nós! Oficinas relâmpago serão propostas, áudio e vídeo serão produzidos durante o evento, artefatos eletrônicos/tecnológicos/robóticos serão (des)construídos, ideias serão trocadas, não por nós, mas por todos nós.

Equipe organizadora

Alan Rafael Fachini – MuSA

Dino Rafael Cristofoleti Magri – MuSA

Eloir José Rockenbach – ASL

Gabriela Salvador Thumé – MuSA

Oriel Frigo – MuSA

Vilson Vieira – MuSA

Metaboard: Arduino USB fácil
12 de julho de 2010 @ 22:18

uma placa Arduino USB sem componentes SMD?!

Metaboard é uma opção bastante interessante para a plataforma de hardware livre Arduino. desenvolvida pelo MetaLab, foi desenhada para ser o mais próximo possível das placas Arduino, porém com algumas diferenças pontuais:

  • totalmente Open Source, inclusive seu firmware;
  • é USB e não precisa de nenhum CI extra para isso!
  • não possui nenhum componente SMD, o que facilita extremamente sua construção longe das indústrias;
  • seu firmware não é o mesmo do Arduino, ao invés disso utiliza o firmware USBaspLoader que emula um programador USB de microcontroladores Atmel, como a linha ATMEGA utilizada no Arduino, dispensando o uso de conversores Serial/USB como o famigerado FT232;

resumindo, é uma das placas compatíveis com Arduino de melhor custo-benefício, facilidade de montagem e com conexão USB, sem precisar de conversores. porém, ficam algumas limitações:

  • infelizmente seus pinos não encaixam muito bem nos shields feitos para Arduino;
  • alguns programas em linguagem Arduino podem não funcionar, porém, nos testes que estou realizando ainda não encontrei nenhum problema;
  • não permite comunicação serial com o computador ligado na USB.

a falta de comunicação serial pode ser burlada utilizando-a como um dispositivo USB. fiz alguns testes e é possível criar um stream de dados pela porta USB, mas preciso testar melhor sua eficiência. já a incompatibilidade com shields é algo que só um redesenho da placa permitiria. ainda, é possível deixar seu desenho ainda menor, aproveitando o espaço de prototipação da Metaboard.

onde encontrar?

até o momento só encontramos a ITead Studio vendendo-a por $9,50 (o frete é de $2). um preço bastante atraente se comparado com os 30 dólares que em média são cobrados no exterior. é esta versão que estou utilizando atualmente. pretendemos começar a utilizá-la nas próximas oficinas, quem sabe com uma versão da placa redesenhada. quem estiver interessado em ajudar, entre em contato!

como usar?

pode-se programar para a Metaboard utilizando a IDE Arduino. para isso, alguns hacks são necessários:

  1. caso você ainda não possua a IDE Arduino instalada, faça seu download;
  2. procure o arquivo boards.txt (geralmente dentro do diretório arduino-00XX/hardware/arduino/; se você instalou o pacote .deb ele deve estar em /usr/share/arduino/hardware/arduino/boards.txt) e adicione as seguintes linhas no final do arquivo, para identificar a Metaboard como uma placa Arduino válida:
  3. ##############################################################
    
    metaboard.name=Metaboard
    
    metaboard.upload.protocol=usbasp
    metaboard.upload.maximum_size=14336
    metaboard.upload.speed=19200
    
    metaboard.build.mcu=atmega168
    metaboard.build.f_cpu=16000000L
    metaboard.build.core=arduino
    
    metaboard.upload.disable_flushing=true
    
    ##############################################################
    
  4. é interessante dar permissão ao dispositivo USBasp (dispositivo que a Metaboard emula). para isso, edite o arquivo de regras udev:
  5. sudo gedit /etc/udev/rules.d/60-objdev.rules
    
  6. e adicione as linhas:
  7. SUBSYSTEM!="usb_device", ACTION!="add", GOTO="objdev_rules_end"
    # USBasp
    SYSFS{idVendor}=="16c0", SYSFS{idProduct}=="05dc", GROUP="users", MODE="666"
    LABEL="objdev_rules_end"
    
  8. reinicie o udev:
  9. sudo /etc/init.d/udev restart
    

agora sim, para programar a Metaboard tome os seguintes cuidados:

  1. execute a IDE Arduino e conecte a placa Metaboard;
  2. verifique se no menu Tools -> Board aparece a placa Metaboard. ela deve ser a última opção. selecione-a;
  3. escreva seu programa (ou abra um no menu File -> Examples);
  4. antes de clicar em upload e enviar seu programa para o microcontrolador, verifique se o jumper upload está chaveado e pressione o botão de reset na placa para colocar a Metaboard em modo de programação
  5. faça seu upload. ignore as mensagens de warning que possam aparecer.

conclusões

Metaboard é uma placa muito interessante pelo seu baixo custo, facilidade de montagem e por utilizar a porta USB dispensando qualquer conversor.  porém ainda está amadurecendo e talvez um redesenho de sua placa, assim como uma melhora em seu processo de configuração, além de uma forma eficiente de comunicação com o computador torne-a uma das melhores plataformas de hardware livre.

squeaky shoe core
11 de julho de 2010 @ 14:39

último álbum de Chris McCormick. acid algorítmico produzido em Pure Data.

circuito impresso com adesivo
9 de julho de 2010 @ 21:16

estou testando métodos para confecção de circuito impresso nos últimos dias. com papel carbono tive um resultado mediano e o processo foi terrivelmente trabalhoso. para circuitos simples é interessante, mas para o que eu estou querendo não ajudou muito. com processo fotográfico (usando emulsão e sensibilizante) fiz poucos testes por falta de material: falta encontrar uma boa lâmpada, as que tenho não dão conta de “passar” a impressão.

existe a técnica térmica, mas como o circuito que estou querendo produzir é muito grande, precisaria de uma prensa, somente com ferro de passar roupa não conseguiria. cheguei a tentar mas a impressão não ficou homogênea.

o quarto método veio de uma ideia do Alan: usar adesivos vazados. procurei uma empresa aqui em Joinville que fizesse esse tipo de adesivo e descobri não ser um processo lá muito fácil. acabei passando a tarde com o pessoal da empresa recortando um adesivo mas o resultado final ficou perfeito!

procure em sua cidade um local que faça adesivos vazados. geralmente fazem esse tipo de adesivo para aplicação em paredes. como fiz meu desenho no Inkscape (não me dou muito bem com os CADs da vida), apenas tomei o cuidado para trabalhar somente com contornos, pois geralmente a máquina de corte segue esses contornos para cortar o adesivo.

depois de impresso, basta aplicar o adesivo com uma espátula (o pessoal da adesivagem geralmente tem essas espátulas, parecidas com aquelas usadas para aplicar parafina ou massa corrida) na superfície da placa de cobre.

coloque a placa em uma vasilha e despeje o percloreto de ferro diluído em água até cobrir a placa.

fique por perto e vá agitando bem devagar a vasilha, para ir auxiliando o processo de corrosão. não agite constantemente. deixe descansar alguns minutos e vá virando-a para ajudar a perceber se está corroendo e onde falta corroer. para uma placa de 20 x 20 cm deixei cerca de 20 minutos. é importante ir olhando a placa, notando se o ácido está corroendo. geralmente as bordas são corroídas primeiro, depois os detalhes centrais.

após ter notado que todos os espaços sem adesivo estão corroídos, lave a placa em água corrente.

com a ajuda de um estilete, retire o adesivo com cuidado.

esfregue esponja de aço embebida em detergente de louça com cuidado na placa, para retirar todas as impurezas e resíduos de percloreto e cola do adesivo ainda restantes.

seque e estará pronto! o resultado é perfeito! o adesivo não deixa o percloreto de ferro passar e portanto os caminhos ficam uniformes.

aqui a placa contra a luz. sem imperfeições.

creio que resultados melhores somente com serigrafia ou utilizando uma CNC. mas isso é outra história ;-)

Diavolino
8 de julho de 2010 @ 03:14

Diavolino – Evil Mad Scientist Laboratories.

BBC News – Google enters travel market with flight data purchase
@ 02:33

BBC News – Google enters travel market with flight data purchase.

Agora, Google também usa Lisp.

Circa. Linguagem para livecoding.
5 de julho de 2010 @ 01:25

Mais uma linguagem interessante para livecoding: Circa. Baseada em Python.

Interessante notar o híbrido de texto e GUI: variáveis podem ser editadas fazendo scrooling com o mouse.

O foco da linguagem é para a criação de games, mas seria interessante sua utilização para composição musical em tempo real.

Infelizmente por enquanto apenas para MacOSX e Windows.

exposição Mímesis Mülleriana uma Plágiocombinação
4 de julho de 2010 @ 13:52

exposição que reflete os resultados das oficinas em arte (+)(-) tecnologia realizadas com o pessoal do CEART da Udesc, do grupo GPTAIPI e do coletivo MuSA. estamos expondo a Pythonetiké. durante todo o mês de Julho em Joinville, Santa Catarina.

PCB com carbono
23 de junho de 2010 @ 23:19

trabalhoso. mas dessa vez foi.

LEDs
@ 20:02

alguns componentes eletrônicos aqui no Brasil ou são difíceis de encontrar ou muito caros.

uma solução é apelar para o ebay. basta uma busca e encontramos pacotes com 100 LEDs de alto brilho por 8 dólares. algo em torno de 15 centavos por LED! cheguei a pagar R$ 1,50 em uma loja brasileira.

todos os 100 funcionando. e resistores de brinde.

fica a dica.

Dream.Addictive
17 de junho de 2010 @ 13:18

essa galera tem uns projetos muito legais! vale uma olhadela!

JardinSolar » Sustainable and Open Source
@ 12:57

JardinSolar » Sustainable and Open Source.

Jardin Solar teaser from Dream Addictive on Vimeo.

Paper on bricolage programming « Alex McLean
16 de junho de 2010 @ 22:50

Paper on bricolage programming « Alex McLean.

more jansen legs
@ 01:28

theo jansen leg
12 de junho de 2010 @ 19:27

Theo Jansen + Arduino
10 de junho de 2010 @ 02:26

Theo Jansen
@ 02:04

Thomas Kuntz
9 de junho de 2010 @ 14:37