como todo bom mau brasileiro, vou colocar o pé no chão, a cabeça no vento e dê-lhe carnaval. sabe como é, aqui o ano termina em setembro e começa em março
na quarta-feira estou de volta. até lá. oleleô…
como todo bom mau brasileiro, vou colocar o pé no chão, a cabeça no vento e dê-lhe carnaval. sabe como é, aqui o ano termina em setembro e começa em março
na quarta-feira estou de volta. até lá. oleleô…
continuando as experiências com jmyron e processing, juntei the midibus à brincadeira. agora estou capturando os movimentos do led como se fosse um ponteiro que interage com objetos na tela. os objetos respondem enviando comandos midi para o ableton live. assim crio um mixer manipulável com as mãos. ou melhor, com os dedos. a la minority report.
falta melhorar o tracking dos movimentos e simular o clicar. estou pensando em usar as fiducial tags do projeto reactable em luvas. e simular o clique com um sensor de flexão no polegar, por exemplo. mas já deu pra ter o gostinho
comecei a montar um controlador MIDI utilizando somente as entradas digitais e analógicas básicas do arduino. como minha criatividade para nomes é na base do foo, bar, baz, batizei o coitado de simplesMIDI.
por enquanto são 6 potenciômetros. deixei espaço para mais 3 outros lineares. mas como o arduino só tem 6 entradas analógicas, para o resto funcionar só usando um multiplexador. a idéia é usar o simplesMIDI como protótipo para um controlador de verdade. um híbrido do akai apc-40, do monome e de outros módulos da machine collective.
assim que for finalizando ele, vou postando aqui. não percam
não conseguia dormir. a insônia bateu. bateu também a vontade de migrar para o wordpress. estou sem tempo para corrigir bugs em blog engines exóticas. meu tempo está em função das artes, das interfaces tangíveis e da computação física.
portanto, agora o feed rss está corrigido. é só clicar no logozinho alí do seu browser e assinar mais um blog ao seu reader. mudei um pouco o design. deixei mostrar minha veia artística daltonística. que provavelmente só outros triclomatas anômalos irão gostar. paciência.
e prometo que vou garrar vergonha na cara. vai ser um post por dia. custe o que custar. agora deixa eu ir lá alimentar minha insônia que ela tá chamando.
presentes sempre são bons. mas os entregues pelo carteiro são os melhores. principalmente quando são livros. e bons livros.
a nena é uma pessoinha que adoro e que sempre dá um jeito de me presentear. ela até tenta, mas geralmente acabo escolhindo os livros como agrados. dessa vez foi o last night a dj saved my life. começa na idade da pedra com christopher stone (até a história gosta de trocadilhos), passa pela cultura disco, raver e termina no culto aos djs (geralmente desnecessário) de hoje em dia.
para quem acha que música eletrônica é só tuts-tuts-tuts, mais de 400 páginas aqui pra ti.
será que é possível escrever crônicas sobre tecnologia? estou aqui pensando como vou falar pra vocês isso. geralmente quando escrevemos sobre como fazer isso ou aquilo com tecnologias, o texto fica mais para livro de culinária do que para uma coluna do veríssimo.
bem, mas a real é que estou mexendo, como já disse, com computação física. estou construindo sensores que captem o mundo físico e transformem em dados para o computador. dessa vez, estou captando a luz infravermelha emitida por um led e convertendo para coordenadas x e y. mas pra quê isso zé? a idéia é poder usar vários marcadores (isso, os leds) como se fossem ponteiros de mouse. e com eles, poder manipular qualquer objeto na tela.
claro que sou um cara modesto, então comecei com um só led. segui o que a maioria está fazendo e depois de cheirar solda (aliás, está se tornando um bom vício, recomendo) de madrugada, terminei com esta caneta.
para capturar a imagem usei a câmera do macbook mesmo. a diferença é que envolvi ela com um papel de filme fotográfico. hein?! pois é, o papel filtra a luz, deixando passar só ir. enjambra, eu sei, mas funciona, assim como a sonegação de imposto.
mas chega da parte física. como software uso a linguagem de programação processing em conjunto com o módulo jmyron que faz a detecção de globs parecer brincadeira.
agora não adianta, vai ter que ser na base da culinária. para brincar, instale a jmyron. se você usa macos x, faça o download desta libjmyron.jnilib e coloque-a em /Applications/Processing/libraries/JMyron/library/ porquê a original não funciona. foi compilada só para ppc. coisas da vida. depois é só misturar esta macarronada de código, levar ao forno e voilà! pintando no ar e colorindo a tela.
mais na próxima receita. e com mais sal, eu prometo.
acha que vou perder kraftwerk abrindo para thom yorke e companhia?! os caras têm mais de 60 anos cada um. se perder agora é never more, susy.
haha! eu vou!
quem me conhece sabe que sou fissurado por cinema. e mais fissurado ainda por bons diretores. e mais ainda por quentin tarantino!
chegou hoje. enquanto estava mastigando mais um pastel frio. dvd edição de colecionador de um dos clássicos de tarantino. jackie brown.
o encarte é ótimo. o dvd é duplo. cheio de extras. qualidade incrível para um produto que estava em um sebo catalogado nos links used da amazon.com.
ainda não assisti o segundo dvd. escrevo depois para dar meus pitacos.
udesc abandonada. corredores e banheiros sujos. poucas almas vivas no departamento. e eu e alan no colméia desmontando um LCD para torná-lo multitoque.
assim começamos 2009 e os projetos ligados à physical computing. um projeto independente nosso que estamos documentando diariamente neste wiki.
a idéia da computação física é usar computadores para capturar sensações do mundo físico ou modificá-lo, através de sensores e atuadores. nós usamos o hardware livre arduino para isso. as áreas de aplicação são várias e muito diversificadas. dá para ter uma idéia aqui.
meu interesse é aplicacá-la à composição musical, criando controladores MIDI como o monome, utilizado pelo atualmente badalado DJ e produtor canadense deadmau5. e por outros projetos como one man nation e mormo.
para quem reclama que em computação tudo é muito abstrato… um pouco de computação física vai bem